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05 setembro 2016
21 julho 2016
Um inferno no paraíso
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| Fonte: Vlad Sokhin |
Quando a vida de uma mulher vale tanto quanto a de um porco
" Quando se pensa na Papua Nova Guiné, para muitos de nós a primeira coisa que vem à cabeça são certamente as imagens cénicas das montanhas cheias de impressionantes tons verdes, as tribos com rostos coloridos ou então as praias de águas límpidas e areias brancas. Contudo, este país que para muitos é uma foto postal de férias no paraíso, não é mais do que um inferno na terra as mulheres que lá vivem. E foi isso que o fotógrafo Vlad Sokhin quis mostrar ao mundo com a sua verdadeiramente impressionante reportagem “Crying Meri”
A Papua Nova Guiné é o país com maior taxa violência contra a mulher fora de zonas de conflitos armados. Estima-se que mais de 60% dos homens deste país já tenha participado numa violação em grupo. Nas zonas urbanas, a taxa de violência motivada pelo género chega a 67% da população feminina, já nas zonas recônditas das montanhas este número pode subir para uns avassaladores 100%. De acordo com um relatório dos Médicos Sem Fronteiras, de 3 mil sobreviventes de ataques sexuais seguidos pela organização em Port Moserby, em 2014, 94% era do sexo feminino e mais de metade eram crianças. Uma em cada seis dessas crianças tinha menos de 5 anos. E três em cada quatro destas vítimas conhecia o agressor.
A violência doméstica foi criminalizada em 2013 mas pouco ou nada mudou na Papua Nova Guiné. Quem vive no isolamento das montanhas, nem sequer consegue ter acesso a médicos para tratar as maleitas físicas provocadas por este tipo de violência, quanto mais faz sequer ideia de que já existe um pacote de medidas para Proteção Familiar aprovado no país. A misoginia é uma forma de vida."
30 junho 2016
Desigualdade de Género - Portugal
“Enquanto as assimetrias ao nível do trabalho pago são cada vez menores, no trabalho não pago subsistem, mesmo entre os casais mais jovens, onde continuam a ser as mulheres a orquestrar a vida doméstica, enquanto eles ficam num papel de retaguarda”, aponta Heloísa Perista, coordenadora do estudo Os Usos do Tempo de Homens e de Mulheres em Portugal, desenvolvido, desde Outubro de 2014, pelo Centro de Estudos para a Intervenção Social, em parceria com a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
Feita a soma, e quando marido e mulher exercem uma actividade profissional fora de casa, as tarefas domésticas e com os filhos exigem em média às mulheres quatro horas e 17 minutos por dia, enquanto para os homens implicam apenas 2h37m. No grupo etário mais jovem (15-24 anos), a assimetria diminui ligeiramente, mas subsiste, com as jovens a registar mais 1h21m por dia do que os homens nas tarefas de casa e com os filhos.
De entre as tarefas domésticas rotineiras, 74,3% das mulheres declararam dedicar uma hora ou mais por dia a preparar refeições (contra 22,8% dos homens), 35,9% a limpar a casa (homens, 7,4%) e 10,5% a cuidar da roupa (1,4%). Antes como agora, eles dedicam-se mais a fazer compras, pagar contas, seguros e renda da casa e às reparações domésticas.
“Abdicar e ajudar são palavras-chave”, interpreta Heloísa Perista, numa primeira análise ao estudo que resultou de cerca de dez mil inquéritos e cujas conclusões serão ainda alvo de uma análise mais fina, lá para finais de Setembro. “As mulheres abdicam muito mais do que os homens do tempo para si próprias e, portanto, deixam de fazer coisas que também lhes dariam gratificação, seja sentar-se no sofá a ler um livro ou fazer jardinagem, e projectam-nas para um futuro longínquo”, prossegue.
Curiosamente, e apesar das assimetrias constatadas, o estudo mostra que cerca de sete em cada dez mulheres consideram que a parte que lhes cabe das tarefas domésticas corresponde ao que é justo. “Há uma naturalização, tanto de homens como de mulheres, relativamente ao que continua a ser socialmente esperado de si, no contexto das famílias. E daí este grau menos apurado de percepção das injustiças que rodeiam esta realidade”, aponta a coordenadora do estudo.
Fonte: NATÁLIA FARIA ,público
29 junho 2016
O racismo e a xenofobia em terras de Sua Majestade
A retórica da campanha deu lugar aos insultos nas ruas
Polícia britânica confirmou aumento de 57% nas queixas de incidentes racistas. Agressões verbais e propaganda xenófoba visaram imigrantes europeus e minorias étnicas".
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| Fonte:AFP/JUSTIN TALLIS
Domingo de manhã, Hammersmith, zona oeste de Londres. Na fachada da associação cultural que há 40 anos representa a comunidade polaca no Reino Unido, alguém escreveu “Go Home”. Dois dias antes, postais com a frase “Saída da UE – Acabaram-se os parasitas polacos” foram colocados em caixas de correio e automóveis junto de uma escola em Huntingdon, no Leste de Inglaterra. No Twitter, Agata Brzezniak, uma estudante de doutoramento polaca, contou que foi abordada no autocarro por uma mulher que lhe disse: “Se fosse a si eu estava assustada e preparava-me para pedir um visto de residência no meu país”.
Para ler o artigo completo de Ana Fonseca Pereira aqui.
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17 maio 2016
Nascer e crescer - diversidade cultural
11 maio 2016
As tribos pelo mundo
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| A localização das tribos a nível mundial
O sítio Tribes and Campaigns fornece um inúmero de dados sobre as tribos existentes no nosso planeta. Um bom recurso para o estudo da diversidade cultura.
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03 maio 2016
A maternidade aborígene
A fotografa de origem aborígene Bobbie-lee Hille, resolveu partilhar, através da sua lente, uma série de fotografias sobre os rituais de maternidade da sua etnia.
Mesmo após a independência do Reino Unido, no início do século XX, os aborígenes continuaram a ser alvo de discriminação racial, ficando este período conhecido por "The Lost Generation". Atualmente, a população aborígene representa somente 1% da população australiana.
Uma bela forma de lutar pela integração desta cultura ancestral.
Para saber mais aqui.
07 abril 2016
Os Nenets
A Sibéria é uma vasta região no norte da Ásia, que se estende desde os Montes Urais até ao oceano Pacífico.
Na península de Iamal, que significa na língua indígena "o Fim do Mundo", habita o povo nómada Nenets cujo suporte económico/alimentar se baseia na criação de renas.
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| Localização da Península de Iamal |
| A tundra siberiana, na península de Iamal (Fonte: Steve Morgan) |
| Os Nenets a prepararem uma nova viagem (Fonte: Steve Morgan) |
| A criação de renas (Fonte:Steve Morgan) |
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